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Mensagens

Saudades!

Há 3 anos os nossos ancestrais ainda podiam andar livres pelas ruas, eu podia juntar a mãe e a tia, levá-las a passear, a terem um pouco da felicidade que é possível nas suas idades, com as limitações que têm. Hoje eu pessoalmente estou muito mais pobre, pois há mais de um ano não vejo a minha tia querida, os passeios são só com a mãe. A tríade física foi interrompida. Quase não hã velhos nas ruas, nos jardins, nas praias. Foram retirados do espaço público talvez por quem não se queira confrontar com o seu próprio envelhecimento e, obviamente, tenha nascido com uma pedra no lugar do coração. Mas, no meu entender, cabe a cada um de nós fazer a sua parte. Eu mantenho a minha mãe cuidada em liberdade... e tb manteria a minha tia se me fosse permitido... tal como um dia gostaria de poder trocar brincos de cereja com amigos da minha avançada idade. E às vezes lembro-me, e levo-a a passear no coração, tal como levei o meu pai depois de ele se juntar às estrelas.

Hoje descubro-me mãe terra

Hoje notei-me mãe terra, parideira de árvores. Notei que de um pouco frequentado Círculo de Meditação e Partilha têm saído árvores. E chamo-lhes árvores, porque são todos diferentes e porque são alimento para novas flores e novos frutos. A Raquel que a partir de uma partilha iniciou a sua tribo portuguesa de arte terapia com mandalas. O Rui que de uma intervenção sobre a Páscoa fez nascer um grupo de estudo bíblico. Agora a Carla muito elogiada pela sua meditação de cura, que fará? E a seguir, já a seguir vem mais alguém. Todos diferentes, todos iguais. É isto que é ser humano. É ter coração, braços, pernas, rosto, mas todos diferentes, todos únicos, todos importantes, todos preciosos.   Foi isto que propus, em respeito absoluto pelo sentir uns dos outros, e hoje notei que sem dar conta, sem fazer nada conscientemente, é isto que está a acontecer. Muitas vezes me esqueço de notar os resultados do que faço. Mas hoje notei e fiquei contente e celebro-me e honro este corpo que cria ár...

Eu tenho escolhas

Ouvi dizer que há guerra Eu escolho a paz Que há medo Eu escolho o amor Que há incompreensão Eu escolho saber que pouco sei Mas porque tudo isto é tão difícil E tão fácil cair no que não escolho Escolho pedir ajuda à mãe que tudo nasce À que tudo nutre Ao pai que tudo aquece E ao que é o sopro de todas as coisas. Não é melhor nem pior que outras escolhas, é só a que sou capaz de fazer agora, com lutos e com a determinação de continuar a desbravar caminho de vida.

O primeiro dia do resto da minha vida (mais um)

Sequência de trechos que chegaram aos meus olhos nos dias 10 e 11 de Abril de 2021 e me fizeram decidir. I “O Juiz Ivo Rosa considera que o primeiro-ministro não pode ser julgado por fraude fiscal porque dinheiro proveniente de crimes não tem de ser declarado às finanças.”, In revista “Sábado”. II “Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres.” In, “Sermão do Bom Ladrão” (Padre António Vieira) III Sobre a hipótese de encontrar a paz numa vida humana, o monge Zen contou a seguinte história: “Algumas pessoas cruzaram-se com um homem que tinha um ramo de piripiris na mão, e os ia comendo, um a um. Estava em sofrimento, as lágrimas corriam-lhe em fio. - Porque estás a comer os piripiris? - perguntaram-lhe. - Estou à procura de um que seja doce.” *** A primeira frase trouxe-me raiva perant...

Meditação para a Lua Cheia

Hoje a lua enche-se, iluminada pelo sol. Estão frente a frente e mal ele se põe, belo, no horizonte, deixando todo o céu pintado de rosa, lilás, laranja, ela surge enorme, imponente, em tons de prata, iluminando a noite escura e mostrando o que de outra forma estaria escondido. Entre eles estamos nós, mesmo que não notemos. O meu convite hoje é que os procures. Que te coloques a ver o sol a pôr-se, sentindo-te e sentindo-o, como se fizesses parte dele, como fazendo parte de tudo. Respirando, sentindo-te, sentindo-o, sentido a totalidade.   Permanece aí assistindo ao espectáculo por largos minutos, pois o céu, feito ecrã, à medida que os minutos passam vai mostrando outras cores, outros desenhos. Deixa que te iluminem o coração. Depois em silêncio, vira-te para um ponto mais ou menos oposto. Talvez a lua já lá esteja, se não, espera mais um pouco. E também aqui, deixa que te ilumine, que te espante, que se funda contigo, permite a fusão com o todo. Respira, contempla, sente. Talvez ...

Este caminho é sem saída

A saúde mantém-se com boa alimentação, exercício físico, descanso, alegria, amor. Quem assim vive tem menos doenças e quando as tem recupera mais depressa. A DGS não sabe que a alimentação contribui para a saúde, manda as pessoas ficarem em casa e não contactarem com outras. Quanto mais cedo for detectado e tratado um problema de saúde, mais facilmente é resolvido. A DGS só está interessada em diagnosticar Covid   e não trata. Só trata quando houver problemas respiratórios, isto é, quando o problema já é muito grave, podendo muito mais facilmente degenerar em morte ou consequências gravosas. Quanto às outras doenças, já nem diagnóstico há, só é tratado quem entrar na urgência em estado grave, sendo o risco de morrer muito mais elevado. O resultado é: forte aumento geral da mortalidade desde que começou a agenda Covid. O Covid   não tem de perto nem de longe a perigosidade de que falam nas notícias. Digo-o porque os números de quem sabe ler números falam por si e porq...

Fecha os olhos e vê

Talvez possas fazer um pouco de silêncio; uma respiração mais prolongada, sentida; fechar os olhos. Talvez possas ficar assim por uns instantes, cabeça desligada, só a sentir o corpo que respira. Antes de reabrires os olhos, experimenta levar a respiração ao coração. Inspira devagarinho para ele e deixa sair o ar lentamente. Uma vez, outra, mais outra. Quando o sentires calmo, ou pelo menos mais calmo, pergunta-lhe: “O que precisas hoje?” E deixa-o responder. Não a cabeça, mas o coração. Ouve-o. Se te fizer sentido compromete-te com ele, com o que ele precisa, com o que ele precisa hoje. E quando te apetecer volta.